
03. GESTOS E ATITUDES
Você sabe como é uma grande partida de futebol. Antes do jogo, há uma concentração para os atletas e um preparativo psicológico para os torcedores. A televisão dá noticias da situação históricas das duas equipes: pontos ganhos e pontos perdidos, titulares e reservas que estarão no banco.
De repente, as equipes entram em campo. Muitas palmas, rojões, bandeiras se agitam e a emoção toma conta de todos. Começa a partida. Bola na trave, a torcida vibra, grita, pula.Alguém aproveita o rebote, enche o pé... é gol! Um mar humano se levanta e delira, agitando as mãos e gritando em coro.O autor do gol da cambalhotas, cai de joelhos, jogadores se abraçam. É festa! Uma grande “celebração”, num rito solene de alegria expressado por todos os gestos. Se é fim de campeonato, há sempre alguém atravessando o estádio de joelhos com as mãos erguidas para o céu, a torcida invadindo o campo e carregando os heróis.
ORAR COM ALMA E O CORPO
O homem é corpo e alma. A nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silencio, o seu gesto... Tudo é expressão da sua vida. Quando o jogador consegue mandar a bola para o fundo da rede, ele vibra, pula, abraça, dá cambalhotas. Por que isso? Não basta que tenha feito gol? Não. Ele não esta sozinho. O gol é uma vitória que precisa ser comemorada entusiasticamente como uma espécie de “celebração” coletiva. Por isso há toda aquela festa e confraternização. Na missa torcemos para um Herói que venceu e nunca será derrotado: é Jesus Cristo, morto e ressuscitado, vencedor da morte e senhor da vida. Ele nos disse: “Coragem! Eu venci o mundo” (Cf. Jô 16,33).
Deus é Senhor do homem todo. Então, a expressão corporal é também colocada a serviço da glória de Deus. Mas a Igreja é moderada nessa questão de gestos, porque seria um desastre, no culto divino, a determinação de gestos que saíssem forçados. O gesto só tem sentido quando manifesta uma libertação interior.
O Missal Romano nos diz: “A posição comum do corpo, que todos os participantes devem observar, é sinal da comunidade e da unidade da assembléia, pois exprime e estimula os pensamentos e sentimentos dos participantes”. Quanto ao significado dos gestos e posições do corpo, vamos ver isso no próximo Encontro
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