quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As partes da missa


A ORAÇÃO EUCARISTICA

A oração eucarística é o eixo central da celebração da missa, o sacerdote inicia esta oração com o prefácio, que também se chama ação de graças, assim diz-nos o missal dominical: “A ação de graças (que se exprime especialmente no prefácio), o sacerdote, em nome de todo o povo santo, glorifica a Deus Pai e lhe dá graças por toda a obra da salvação ou por algum de seus aspectos particulares, de acordo com o dia, a festa ou o tempo.” (Missal Dominical, pag. 554)

Após o prefácio toda a assembléia entoa o santo, unindo-se as criaturas celestes. Após isto vem a epiclese, “a Igreja implora com especiais invocações o poder divino, para com os dons oferecidos pelos homens (no sentido universal, humanidade) sejam consagrados, isto é se tornem o corpo e o sangue de Cristo, e para que a vítima imaculada, que se recebe na comunhão, contribua para a salvação daqueles que dela participarão.

Então vem a narrativa da instituição, esta se dá pelas palavras e gestos de Jesus, assim como ele fez na ultima ceia, o sacerdote faz isso na pessoa de Cristo, por isso ele não diz isto é o corpo de Cristo, mas sim, isto é o meu corpo que será entregue...

Após a narrativa vem o que a Igreja chama de anamnese: “a Igreja, cumprindo a ordem recebida do Cristo Senhor por meio dos apóstolos, faz a memória de Cristo, recordando principalmente a sua bem- aventurada paixão, a gloriosa ressurreição e ascensão ao céu.” (Missal Dominical, pag. 554)

A oblação acontece no decorrer desta mesma memória, “a Igreja, particularmente a que está reunida naquele momento e naquele lugar, oferece ao Pai no Espírito Santo a Vitima imaculada. Deseja a Igreja que os fiéis não só ofereçam a Vítima imaculada, mas também aprendam a oferecer-se a si mesmos, e assim realizem cada dia mais plenamente, por meio do Cristo Mediador, sua união com Deus e os irmãos, para que finalmente Deus seja tudo em todos.” (Missal Dominical, pag. 554)

Partes da Missa


LITURGIA DA PALAVRA

A liturgia da palavra é aquilo que dá forma a missa, é ao redor desta que gira os tempos litúrgicos, é ao redor desta que se tiram os temas das missas dominicais. A liturgia da palavra é uma riqueza, um tesouro, ela nos mostra Deus que se revela e se comunica com a humanidade.

A missa é um todo, tem várias partes, como o corpo tem vários membros, mas é um só corpo, assim a liturgia eucarística não é mais importante que a liturgia da palavra, nem a liturgia da palavra é mais importante que os ritos. Cada parte tem funções diferentes, mas tem em si a mesma importância e o mesmo valor.

LITURGIA EUCARISTICA

Da missa esta é a ultima liturgia. Esta está estritamente ligada á liturgia da palavra, pois enfim é o verbo de Deus que se faz carne.

A ceia eucarística é a atualização hoje da ceia de Jesus, a eucaristia é Jesus que se dá novamente no altar. O sacerdote na pessoa de Cristo repete as mesmas palavras que Jesus disse, e pelo Espírito Santo transforma o pão e o vinho, alimento terreno, no corpo e no sangue redentor, alimento espiritual.

Está liturgia consiste, no entanto de três partes, a apresentação das ofertas, na oração eucarística, que transforma o pão e o vinho no corpo e no sangue de Jesus, e no rito da comunhão que são pedidos ao Pai.

A apresentação das ofertas, mais conhecida como ofertório é o momento em que se prepara o altar para o sacrifício, o sacerdote estende o corporal, coloca sobre ele a patena, as âmbulas, ou cibórios, e o cálice com vinho e água.

Ele dá graças ao Pai pelos dons frutos da bondade da graça de Deus e do nosso trabalho. Este momento se encerra com a oração sobre as oferendas. Após isso inicia-se a oração eucarística.

Partes da Missa


O RITO INICIAL:

Como vimos, o rito inicial é um conjunto, tem por finalidade introduzir-nos a liturgia da palavra.

O rito inicial contém em seu principio o sinal trinitário, que é algo muito profundo, em verdade é uma grande proclamação de fé. Nós cristãos com este sinal dizemos que cremos num Deus, uno e trino, que é Pai, Filho e Espírito Santo.

O presidente em seguida faz uma declaração, ele diz que nos reunimos na graça do Filho, no amor do Pai, e na união do Espírito Santo, que nos foi enviado, pelo Pai e pelo Filho, como prometido aos discípulos, após a ressurreição.

Em seguida o sacerdote convida a assembléia ao ato penitencial, neste momento pedimos perdão a Deus, que é amor e misericórdia. O missal apresenta-nos várias fórmulas para a realização deste rito, pode ser a confissão pública, confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós.... Pode ser através do Kyrie eléison, da tradição grega, que nos foi traduzido por Senhor, tende piedade de nós, ou de vários modos, mas sempre com o mesmo sentido, a assembléia que reconhece ser pecadora, e que se coloca diante do amor e da misericórdia de Deus.

No fim do ato penitencial, o sacerdote pede ao Pai: “Deus todo poderoso e rico em misericórdia tenha compaixão de vós perdoe os vossos pecados e vos conduza a vida eterna”.

A seguir é feito o Glória, um hino de louvor da humanidade a Deus, não é um canto trinitário, como muitos pensam, ou dizem é um louvor ao Filho, é uma leitura da ação trinitária, mas sempre em relação ao Filho .

Na primeira parte entoamos o hino dos anjos aos pastores no nascimento de Jesus: “glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados”. Na segunda parte, porém, cantamos a grandeza de Deus, assim, nesta fórmula faz-se uma leitura do mistério da redenção. O canto encerra-se com um louvor trinitário, “com o Espírito Santo, na gloria de Deus Pai. Amém.”

Esta introdução termina com a oração chamada coleta, onde o sacerdote eleva a Deus as intenções de toda a comunidade.

1.3 A Liturgia da Missa


1.2 Mas enfim, como é dividida a Missa?


A resposta é muito simples, a missa é dividida em duas partes, que são respectivamente os:

1- Ritos Iniciais:

Canto de entrada, saudação inicial, ato penitencial, glória (aos domingos) e a oração da coleta.

Liturgia da Palavra:

1 leitura, salmo, 2 leitura (aos domingos), evangelho, homilia, credo e prece dos fieis.

2- Liturgia Eucarística:

Ofertório, oração sobre as ofertas, oração eucarística e oração depois da comunhão

Ritos finais:

Benção Final.


No entanto, não basta-nos conhecer apenas a estrutura fixa da missa, mas também procuraremos analisar, ou seja, decompor em partes, os ritos e as liturgias, que compõe a missa. Vamos procurar conhecer os detalhes e a mística que se esconde atrás deste mistério fantástico, que é a liturgia da missa.

A Beleza da Liturgia da Missa


A liturgia em seu conjunto manifesta a beleza do sagrado, porém durante a solene celebração da eucaristia, muitos não conseguem perceber, ou sentir isto, pois ainda muitos não conseguiram descobrir o valor da celebração eucarística, o valor da missa, seja pela falta de conhecimento, ou de formação dos participantes, ou até mesmo por parte daqueles que organizam a missa.

O papa João Paulo II exortava-nos sempre sobre a importância de se descobrir a beleza da liturgia, e nela, a beleza do sagrado, que se manifesta durante a celebração da eucaristia. Com isso, o papa queria que cada vez mais buscássemos a essencialidade da liturgia, aquilo de mais importante, para que na simplicidade das palavras e dos gestos, fosse possível enxergar a beleza do divino, que se manifesta na liturgia através da simplicidade.

A liturgia da missa não é um programa de auditório, como o Faustão, ou o Gugu, onde se vê o apresentador falar, onde este chama alguns para cantar, e nós assistimos sem participação alguma. A liturgia da missa é uma celebração comunitária, onde todos nós celebramos, onde todos nós participamos ativamente, em clima de entusiasmo, em clima de festa. Em uma festa, cantamos, nos alegramos e ceiamos, e assim, do mesmo modo deve ser a missa, pois a missa é o banquete do cordeiro, é a festa de Jesus.

A missa é uma grande ação de graças é um agradecimento a Deus por tudo o que ele nos dá. E Deus em retorno, se imola novamente, se entregando totalmente por amor e no amor por nós. Deste modo, a missa é a experiência do sagrado manifestado no coração do homem, pela palavra e pela eucaristia. Por isso, viver a missa é degustar profundamente a beleza do amor de Deus.

Quando se vai construir uma casa nós não iniciamos na pintura, que realmente é o que dá a beleza da casa, mas iniciamos do alicerce por isso no estudo da liturgia da missa iremos com calma, e iniciaremos do essencial, que é a estrutura da missa.

A missa: Ceia do Senhor


A celebração da missa acontece desde os primórdios de nossa fé católica cristã. As comunidades cristãs primitivas se reuniam para celebrar a Eucaristia, ou a Fração do pão, nas catacumbas e nas casas, mesmo diante da perseguição dos romanos.

Mas porque celebramos a missa? É a pergunta que pode vir ao nosso coração em muitos instantes da vida, mas a resposta é muito simples:

“Na ultima ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu corpo e seu sangue. Por ele perpetua pelos séculos, até que volte o sacrifício da cruz, confiando assim a Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é dado o penhor da futura glória (SC 47).” (Missal Cotidiano. P. 497).

Ou seja, a missa é uma extensão da única ceia, a ceia de Jesus, ele disse: “Fazei isto em memória de mim”, e memória, para os judeus é tornar presente, e a eucaristia, ou a missa é justamente isso, é fazer a paixão, morte e ressurreição de Jesus atual.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Descobrindo a fonte da Espiritualidade dos coroinhas








1.1 OS PATRONOS DOS COROINHAS:

Tarcisio viveu no tempo do papa Santo Estevão. Naquele tempo o Imperador Romano Valeriano, havia proibido a profissão da fé cristã. Os cristãos viviam escondidos e, quando descobertos eram presos e condenados a morte, por meio de torturas horríveis.

Como era de costume um grupo de cristãos havia sido preso, por professarem a sua fé e estavam no cárcere Mamertino, estes iriam ser mortos e desejavam ardentemente receber a comunhão, mas quem levaria a comunhão a estes irmãos?

Tarcisio, um jovem coroinha se oferece, calcula que não desconfiariam dele por ser apenas um menino. Fora pelas mãos do papa Estevão que Tarcisio recebeu a Eucaristia, sem demora foi em direção a prisão.

No meio do caminho, no entanto, foi detido por um grupo de meninos pagãos, queriam saber a todo custo o que Tarcisio carregava. Tarcisio, no entanto silenciava-se e nada respondia. Começaram a lhe agredir de modo que viesse a abrir as mãos, mas tudo era em vão, Tarcisio não abria as mãos. Então a paulada e pedras, agrediram a Tarcisio.

Um soldado cristão, passando por ali recolheu o pobre menino que estava quase morto, levou-o ao papa, que mandou que o sepultasse na catacumba de São Calixto, que é um lugar subterrâneo onde os cristãos se reuniam para celebrar a eucaristia.

Tarcísio faleceu aos 12 anos, com uma coragem e um testemunho de vida para todos nós. São Tarcisio é tido como padroeiro dos coroinhas adjunto a São Domingos Sávio.

Domingos nasceu perto de Turim, Itália, aos dois de abril de mil oitocentos e quarenta e dois. Domingos tinha um ardente desejo ao sacerdócio, ao terminar a quarta serie foi para o Oratório de Dom Bosco, para terminar os seus estudos.

Desde os seis anos ajudava como coroinha na Igreja de sua aldeia natal. Tinha um grande amor pela Eucaristia, e uma grande devoção pela virgem Santíssima.

Nas vésperas de sua primeira Eucaristia ele fez quatro grandes propósitos: 1- “Confessar-me-ei com freqüência, e comungarei todas as vezes que o confessor me der licença; 2- Guardarei domingos e festas; 3- Os meus grandes amigos serão Jesus e Maria; 4- Morrer antes que pecar!”.

Domingos irradiava alegria por onde passava, era um ardoroso apostolo entre os seus colegas, levando todos os que o conheciam a serem bons e praticarem as coisas bonitas que aprendeu da vida de Dom Bosco.

Para Domingos, ser santo era um ideal; marcado principalmente pelo seu lema de vida: “Morrer, antes que pecar!”. E conseguiu a honra dos altares seguindo os conselhos de seu padroeiro espiritual, Dom Bosco.

Com quase 15 anos adoeceu gravemente dos pulmões, vindo a falecer no dia 9 de março de 1856. Sua festa é celebrada no dia 5 de março, e ao lado de Tarcisio é o padroeiro dos coroinhas.

O coroinha Adílio é brasileiro natural de Dona Francisca – RS. Em 1912 sua família transferiu-se para Nonoai., onde passaram a ser grandes colaboradores do Padre Manuel. Adílio era Coroinha e o auxiliava nos serviços do altar e da paróquia.

Em maio de 1924 o jovem Adílio estava acompanhando Padre Manuel num trabalho pastoral a serviço da paróquia de Palmeira das Missões, a caminho do município de Três Passos, no caminho ambos foram surpreendidos por inimigos do clero e da Igreja, levaram-nos ao mato e amarraram-nos em árvores, depois os dois, o padre Manuel e seu coroinha Adílio, foram fuzilados. Era o dia 21 de maio de 1924.

O corpo do padre Manuel encontra-se em Nonoai e o de Adílio em Três Passos, ambos no Rio Grande do Sul. Os dois foram beatificados no dia 21 de outubro de 2007, às 16h00min em Frederico Westphalen - RS.

OS GESTOS: SINAL DE LIBERTAÇÃO INTERIOR.


03. GESTOS E ATITUDES

Você sabe como é uma grande partida de futebol. Antes do jogo, há uma concentração para os atletas e um preparativo psicológico para os torcedores. A televisão dá noticias da situação históricas das duas equipes: pontos ganhos e pontos perdidos, titulares e reservas que estarão no banco.

De repente, as equipes entram em campo. Muitas palmas, rojões, bandeiras se agitam e a emoção toma conta de todos. Começa a partida. Bola na trave, a torcida vibra, grita, pula.Alguém aproveita o rebote, enche o pé... é gol! Um mar humano se levanta e delira, agitando as mãos e gritando em coro.O autor do gol da cambalhotas, cai de joelhos, jogadores se abraçam. É festa! Uma grande “celebração”, num rito solene de alegria expressado por todos os gestos. Se é fim de campeonato, há sempre alguém atravessando o estádio de joelhos com as mãos erguidas para o céu, a torcida invadindo o campo e carregando os heróis.

ORAR COM ALMA E O CORPO

O homem é corpo e alma. A nele uma unidade vital. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silencio, o seu gesto... Tudo é expressão da sua vida. Quando o jogador consegue mandar a bola para o fundo da rede, ele vibra, pula, abraça, dá cambalhotas. Por que isso? Não basta que tenha feito gol? Não. Ele não esta sozinho. O gol é uma vitória que precisa ser comemorada entusiasticamente como uma espécie de “celebração” coletiva. Por isso há toda aquela festa e confraternização. Na missa torcemos para um Herói que venceu e nunca será derrotado: é Jesus Cristo, morto e ressuscitado, vencedor da morte e senhor da vida. Ele nos disse: “Coragem! Eu venci o mundo” (Cf. Jô 16,33).


Deus é Senhor do homem todo. Então, a expressão corporal é também colocada a serviço da glória de Deus. Mas a Igreja é moderada nessa questão de gestos, porque seria um desastre, no culto divino, a determinação de gestos que saíssem forçados. O gesto só tem sentido quando manifesta uma libertação interior.

O Missal Romano nos diz: “A posição comum do corpo, que todos os participantes devem observar, é sinal da comunidade e da unidade da assembléia, pois exprime e estimula os pensamentos e sentimentos dos participantes”. Quanto ao significado dos gestos e posições do corpo, vamos ver isso no próximo Encontro

02. POR QUE IR A IGREJA?



Certo dia, Jesus contou a seguinte parábola a alguns que se consideravam justos desprezavam os outros: Dois homens foram ao templo para orar. Um era fariseu e o outro publicano.O fariseu de pé, orava interiormente deste modo: “Ó Deus eu te dou graças por que não sou como o resto dos homens: ladrões, injustos, adúlteros, e nem como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e pago o dizimo de todos os meus rendimentos”.

O publicano ficou um pouco atrás e não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!”

Então Jesus concluiu dizendo: “Eu vos digo que este ultimo foi para a casa justificado e o outro não.Pois aquele que se exalta será humilhado,e quem se humilha será exaltado” (Lc 18, 9-14).

NÃO BASTA REZAR EM CASA?

A igreja foi sempre a casa de Deus e o lugar de oração.Jesus freqüentava o templo de Jerusalém com Maria, José e os apóstolos.Há gente que diz: “Eu rezo em casa. Não gosto de me aparecer. Deus esta em todos os lugares”. E ainda cita as palavras de Jesus, que disse: “Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando orardes, entra no teu quarto, fecha a tua porta e ora a teu Pai que esta no céu, que vê o que é secreto, e ele te recompensará ” (Mt 6, 5-6)

Como se vê, Jesus está falando aos fariseus, que eram fingidos. O que o Senhor condena não é a oração na igreja, mas a oração sem sinceridade.Cristo quer nos dizer que a oração não pode ser da boca para fora, mas deve sair de dentro do coração.Por isso temos de ter cuidado para que as palavras do profeta Isaias não se encaixe para conosco, “ este povo me louva com a boca,mas seu coração esta longe de mim. (Mt 15,8; Is 29,13).

PARA CONVERSAR

1-Como esta sendo a nossa caminhada na comunidade, temos conseguido participar de coração na missa?

2-Como coroinha o que podemos fazer para ajudar as pessoas a rezar mais através de nossos gestos na celebração?

MISSA DA VESTIÇÃO DOS COROINHAS


(Terminada a homilia, o padre retorna para a sede, o comentarista então chama os meninos que se tornarão coroinhas.)

Com.: Queiram aproximar-se aqueles que se dispuseram a fazer parte do ministério de Tarcísio e Domingos Sávio, no auxilio próximo do altar.

(Os meninos e o padre se dirigem a frente do altar, o padre dirige algumas palavras de motivação aos meninos, sobre a importância deste ministério para a igreja.)

(Após isso, as mães apresentam as túnicas e o padre dirige a benção)

Com.: Estas são as túnicas usadas no serviço do altar, o padre as abençoará para dizer que esta veste é para o culto divino. O vermelho significa o martírio de Tarcisio que para proteger o corpo de Jesus deu a sua vida, o branco é a pureza de coração da qual Jesus convida a cada um de nós.

O padre então prossegue a benção:

Padre: Senhor Deus de bondade, derrama a tua graça e a sua benção sobre estas túnicas, que serão utilizadas no serviço do altar. Permita a todos os que a usarem lembrar sempre de Tarcisio e Domingos, discípulos do altar. Em nome do Pai + do Filho e do Espírito Santo.

(O padre então asperge as túnicas)

Com.: Agora o padre abençoa os meninos para que sejam fieis ao serviço de Deus e da Igreja.

Padre.: Pai abençoa estes meninos para que sejam fieis a este chamado que o Senhor lhes confiou, para que amem a Jesus e confiem sempre na bondade e proteção de Maria. Em nome do Pai + do Filho e do Espírito Santo.

Após a benção as mães colocam as túnicas nos seus filhos e o padre os apresenta a comunidade. Após a comunhão ou em seguida mesmo pode ser feita a consagração a Nossa Senhora.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

1.4 Como viver este ministério



Da vida dos coroinhas que cedo morreram, mas que conseguiram fazer um caminho de santidade, vemos sempre três coisas em comum: a oração, eram sempre pessoas de fé, não só acreditavam, mas depositavam em Deus e Maria a sua confiança.

O segundo ponto importante é a meditação, pois muitas vezes só dizemos, falamos, mas não nos silenciamos para escutar a Deus através: da palavra e da contemplação. A meditação nos ajuda a dialogar com Deus, nós falamos e ele nos responde.

E por fim o testemunho, que alguns dão com a vida, como Tarcisio e Adílio, coroinha e beato brasileiro, e outros pelo exemplo e pelo amor a Deus e a Igreja, como Domingos Sávio.

Por isso se faz importante meditarmos este tripé, que ajuda-nos neste tempo especial, a amadurecer na fé, e em nossas relações humanas.

AS PRINCIPAIS DIMENSÕES DO APOSTOLADO DO COROINHA SÃO:

1. A ORAÇÃO:

Perguntada sobre a oração Santa Tereza do Menino Jesus respondia: “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação e no meio da alegria.” (Catecismo da Igreja, A Oração Cristã. P. 657.)

A oração é fundamental na vida de qualquer cristão, e deste modo é fundamental na vida daquele que deseja fazer um caminho como coroinha. A oração suste a nossa vida, preenche o nosso coração, que tem sede de Deus, e só nele pode ser preenchido.

Na vida dos santos coroinhas pudemos perceber e a frente com tantos outros testemunhos poderemos reafirmar que, é na oração que estes encontraram forças para enfrentar até mesmo o martírio, para defender a Jesus, ajudar aos outros e a cumprir os seus mandamentos.

2. A MEDITAÇÃO

Sem duvida a meditação é o segundo alicerce da vida do coroinha, e do cristão. Se na oração nós falamos com Deus, na meditação, ou escutamos a Deus, ou ao ver a vida de um santo, a vida deste fala a nós como ocorreu com Domingos Sávio.

A vida de Dom Bosco, transformou a vida de Domingos que sem cansaço procurou seguir os passos de Dom Bosco, querendo ser santo, como o foi.

A pratica da contemplação, da vida dos santos, e de meditação da palavra de Deus, ou no recolhimento do sacrário, o coroinha deve buscar, o combustível e o caminho de seu caminho de santidade.

3. O TESTEMUNHO

O ultimo pilar na verdade é o resultado dos dois outros pilares, o testemunho é próprio daquele que dialoga que fala e que escuta a Jesus. Se na oração e na meditação fomos discípulos de Jesus, é agora, no testemunho que somos missionários.

Aqui cito novamente a Domingos Sávio, Tarcisio e Adílio, que são aqui no Brasil, nossos três patronos. Domingos testemunhou a Jesus numa vida iluminada, nas suas biografias, dizem que seu exemplo iluminava a todos os que conviviam com ele. Tarcisio e Adílio, com a vida deram testemunho de amor a Jesus.

Temos também de confiar inteiramente em Jesus, e trilhar um caminho nesta vida, onde aqueles que vêem um coroinha enxerguem Jesus, que passou por toda parte fazendo o bem.

Como conclusão, para tentativa de uma definição de uma “espiritualidade do coroinha”, cito São Paulo, na carta aos coríntios, mas que hoje é uma carta a todos nós. São Paulo diz que o amor é a mais alta de todas as coisas, diz que não nos adiantaria ter coisas, títulos, honras, se no que fazemos não existir o amor, pois o amor é próprio de conheceu a Deus, e o único que perpassa essa vida, pois no céu viveremos todos no amor.

Logo o ministério do coroinha, é m ministério de amor a Jesus, e a Igreja, o coroinha fala, da testemunho de Jesus que é experimentado na comunidade. A espiritualidade da comunidade cristã e do coroinha é o amor: A Jesus, a Igreja, e ao irmão.

1.3 O QUE É O MINISTÉRIO DOS COROINHAS




A palavra ministério significa, serviço, ou seja o ministério do coroinha é um serviço na Igreja, e por sinal muito importante. A Igreja sempre teve muitos ministérios onde cada um com a sua vocação com o seu dom pode servir ao próximo, desempenhando a sua função.

São Paulo fala do corpo místico, pois como sabemos o nosso corpo tem muitos membros, temos a mão, o pé, a cabeça, a boca... Cada membro desempenha a sua função especifica e no todo, a unidade.

Na forma moderna de falar tudo isso se resume na conhecidíssima expressão: “a unidade na multiplicidade.”

O ministério dos coroinhas sempre foi muito significativo na vida da Igreja. Desde os primeiros séculos, os coroinhas sempre estiveram presentes nas liturgias da Igreja nascente, como por exemplo: São Tarcisio, no século III, ao qual vimos no inicio de nosso livro.

Os coroinhas sempre tiveram o trabalho de guardar a liturgia e ajudar de forma ativa na celebração eucarística. Durante os séculos muitos foram os que contribuíram neste ministério sendo autênticos discípulos e missionários de Jesus, servindo diariamente ou semanalmente nas missas e nos sacramentos.

Estando próximo aos sacramentos o coroinha vai se fazendo discípulo à medida que aprende de perto a beleza e o significado da liturgia da Igreja. E missionário quando transmite aos outros a alegria que emana dos sacramentos da qual o coroinha se habitua a participar.

Deste modo o coroinha tem de ser apaixonado pelo que faz, pois aquele que ama não se cansa de estar com a pessoa amada. O coroinha tem de ter sede pelo conhecimento, pois à medida que conhece mais, pode testemunhar melhor Jesus através de sua vida.

O coroinha piedoso é sem duvidas, um verdadeiro apóstolo pelo exemplo e pela sua oração, na eucaristia, fonte e sustento da vida da Igreja, é que o coroinha encontra o alicerce para a construção do seu caminho de santidade, no seu apostolado, deve encantar a todos, da mesma forma como Jesus atraia as pessoas pelo amor que emanava de sua vida.

Por isso ser coroinha não é vestir uma túnica, não é ter um titulo, ser coroinha é um caminho de discipulado e apostolado com Jesus.





1.2 Por que ser coroinha?

Certa vez um padre amigo disse-me que na vida a dois grandes momentos: momentos especiais e momentos corriqueiros. Ser coroinha é um momento especial em nossa vida ao qual podemos experimentar ou não.

A nossa vida é como uma colcha de retalhos que se forma no juntar de nossas escolhas, logo a nossa vida é aquilo que construímos que escolhemos, ser coroinha é uma experiência a mais para o crescimento da vida, seja espiritual, seja intelectual.

Mais do que responder a pergunta, darei outra pergunta: Por que não ser coroinha?

Em verdade as respostas serão poucas, pois não há sentido para não o ser, enquanto que para experimentar esta novidade, poderia escrever um livro.

Neste caminho para definir o perfil do coroinha mais do que fazer um aprofundamento antropológico, vou dar testemunhos de pessoas que fizeram um caminho de santidade através deste ministério.

Uma história muito bonita de um menino que compreendeu isto é Samuel. Ele é um grande homem no antigo testamento, um profeta. Ele estava no templo desde pequeno e um dia entendeu algo muito importante que mudou sua vida, peguemos a bíblia em I Samuel (3, 1 -14).

Samuel era coroinha, ajudava o profeta Eli, ele era um menino que servia a Deus e vivia na presença de Deus. Como coroinhas nós na missa ficamos junto de Deus, e devemos ao mesmo modo de Samuel viver na presença de Deus.

Assim, como Deus chamou Samuel, Ele um dia vai nos ajudar e mostrar para nós um caminho de vida, uma vocação, e isto é para todos. Todo mundo tem uma vocação, basta descobrir: qual é a minha?