sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Descobrindo a fonte da Espiritualidade dos coroinhas








1.1 OS PATRONOS DOS COROINHAS:

Tarcisio viveu no tempo do papa Santo Estevão. Naquele tempo o Imperador Romano Valeriano, havia proibido a profissão da fé cristã. Os cristãos viviam escondidos e, quando descobertos eram presos e condenados a morte, por meio de torturas horríveis.

Como era de costume um grupo de cristãos havia sido preso, por professarem a sua fé e estavam no cárcere Mamertino, estes iriam ser mortos e desejavam ardentemente receber a comunhão, mas quem levaria a comunhão a estes irmãos?

Tarcisio, um jovem coroinha se oferece, calcula que não desconfiariam dele por ser apenas um menino. Fora pelas mãos do papa Estevão que Tarcisio recebeu a Eucaristia, sem demora foi em direção a prisão.

No meio do caminho, no entanto, foi detido por um grupo de meninos pagãos, queriam saber a todo custo o que Tarcisio carregava. Tarcisio, no entanto silenciava-se e nada respondia. Começaram a lhe agredir de modo que viesse a abrir as mãos, mas tudo era em vão, Tarcisio não abria as mãos. Então a paulada e pedras, agrediram a Tarcisio.

Um soldado cristão, passando por ali recolheu o pobre menino que estava quase morto, levou-o ao papa, que mandou que o sepultasse na catacumba de São Calixto, que é um lugar subterrâneo onde os cristãos se reuniam para celebrar a eucaristia.

Tarcísio faleceu aos 12 anos, com uma coragem e um testemunho de vida para todos nós. São Tarcisio é tido como padroeiro dos coroinhas adjunto a São Domingos Sávio.

Domingos nasceu perto de Turim, Itália, aos dois de abril de mil oitocentos e quarenta e dois. Domingos tinha um ardente desejo ao sacerdócio, ao terminar a quarta serie foi para o Oratório de Dom Bosco, para terminar os seus estudos.

Desde os seis anos ajudava como coroinha na Igreja de sua aldeia natal. Tinha um grande amor pela Eucaristia, e uma grande devoção pela virgem Santíssima.

Nas vésperas de sua primeira Eucaristia ele fez quatro grandes propósitos: 1- “Confessar-me-ei com freqüência, e comungarei todas as vezes que o confessor me der licença; 2- Guardarei domingos e festas; 3- Os meus grandes amigos serão Jesus e Maria; 4- Morrer antes que pecar!”.

Domingos irradiava alegria por onde passava, era um ardoroso apostolo entre os seus colegas, levando todos os que o conheciam a serem bons e praticarem as coisas bonitas que aprendeu da vida de Dom Bosco.

Para Domingos, ser santo era um ideal; marcado principalmente pelo seu lema de vida: “Morrer, antes que pecar!”. E conseguiu a honra dos altares seguindo os conselhos de seu padroeiro espiritual, Dom Bosco.

Com quase 15 anos adoeceu gravemente dos pulmões, vindo a falecer no dia 9 de março de 1856. Sua festa é celebrada no dia 5 de março, e ao lado de Tarcisio é o padroeiro dos coroinhas.

O coroinha Adílio é brasileiro natural de Dona Francisca – RS. Em 1912 sua família transferiu-se para Nonoai., onde passaram a ser grandes colaboradores do Padre Manuel. Adílio era Coroinha e o auxiliava nos serviços do altar e da paróquia.

Em maio de 1924 o jovem Adílio estava acompanhando Padre Manuel num trabalho pastoral a serviço da paróquia de Palmeira das Missões, a caminho do município de Três Passos, no caminho ambos foram surpreendidos por inimigos do clero e da Igreja, levaram-nos ao mato e amarraram-nos em árvores, depois os dois, o padre Manuel e seu coroinha Adílio, foram fuzilados. Era o dia 21 de maio de 1924.

O corpo do padre Manuel encontra-se em Nonoai e o de Adílio em Três Passos, ambos no Rio Grande do Sul. Os dois foram beatificados no dia 21 de outubro de 2007, às 16h00min em Frederico Westphalen - RS.

Um comentário:

  1. eu amo ser coroinha, ñ tenho vergonha de dizer que sou catolica, eu acha essa a maior prova de fidelidade a mim e ao próprio Cristo.

    Tb tenho um blog, é dos coroinhas de São Sebasttião, espero que goste!!
    http://coroinhasbastiaocity.blogspot.com/

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