quarta-feira, 15 de setembro de 2010

As partes da missa


A ORAÇÃO EUCARISTICA

A oração eucarística é o eixo central da celebração da missa, o sacerdote inicia esta oração com o prefácio, que também se chama ação de graças, assim diz-nos o missal dominical: “A ação de graças (que se exprime especialmente no prefácio), o sacerdote, em nome de todo o povo santo, glorifica a Deus Pai e lhe dá graças por toda a obra da salvação ou por algum de seus aspectos particulares, de acordo com o dia, a festa ou o tempo.” (Missal Dominical, pag. 554)

Após o prefácio toda a assembléia entoa o santo, unindo-se as criaturas celestes. Após isto vem a epiclese, “a Igreja implora com especiais invocações o poder divino, para com os dons oferecidos pelos homens (no sentido universal, humanidade) sejam consagrados, isto é se tornem o corpo e o sangue de Cristo, e para que a vítima imaculada, que se recebe na comunhão, contribua para a salvação daqueles que dela participarão.

Então vem a narrativa da instituição, esta se dá pelas palavras e gestos de Jesus, assim como ele fez na ultima ceia, o sacerdote faz isso na pessoa de Cristo, por isso ele não diz isto é o corpo de Cristo, mas sim, isto é o meu corpo que será entregue...

Após a narrativa vem o que a Igreja chama de anamnese: “a Igreja, cumprindo a ordem recebida do Cristo Senhor por meio dos apóstolos, faz a memória de Cristo, recordando principalmente a sua bem- aventurada paixão, a gloriosa ressurreição e ascensão ao céu.” (Missal Dominical, pag. 554)

A oblação acontece no decorrer desta mesma memória, “a Igreja, particularmente a que está reunida naquele momento e naquele lugar, oferece ao Pai no Espírito Santo a Vitima imaculada. Deseja a Igreja que os fiéis não só ofereçam a Vítima imaculada, mas também aprendam a oferecer-se a si mesmos, e assim realizem cada dia mais plenamente, por meio do Cristo Mediador, sua união com Deus e os irmãos, para que finalmente Deus seja tudo em todos.” (Missal Dominical, pag. 554)

Partes da Missa


LITURGIA DA PALAVRA

A liturgia da palavra é aquilo que dá forma a missa, é ao redor desta que gira os tempos litúrgicos, é ao redor desta que se tiram os temas das missas dominicais. A liturgia da palavra é uma riqueza, um tesouro, ela nos mostra Deus que se revela e se comunica com a humanidade.

A missa é um todo, tem várias partes, como o corpo tem vários membros, mas é um só corpo, assim a liturgia eucarística não é mais importante que a liturgia da palavra, nem a liturgia da palavra é mais importante que os ritos. Cada parte tem funções diferentes, mas tem em si a mesma importância e o mesmo valor.

LITURGIA EUCARISTICA

Da missa esta é a ultima liturgia. Esta está estritamente ligada á liturgia da palavra, pois enfim é o verbo de Deus que se faz carne.

A ceia eucarística é a atualização hoje da ceia de Jesus, a eucaristia é Jesus que se dá novamente no altar. O sacerdote na pessoa de Cristo repete as mesmas palavras que Jesus disse, e pelo Espírito Santo transforma o pão e o vinho, alimento terreno, no corpo e no sangue redentor, alimento espiritual.

Está liturgia consiste, no entanto de três partes, a apresentação das ofertas, na oração eucarística, que transforma o pão e o vinho no corpo e no sangue de Jesus, e no rito da comunhão que são pedidos ao Pai.

A apresentação das ofertas, mais conhecida como ofertório é o momento em que se prepara o altar para o sacrifício, o sacerdote estende o corporal, coloca sobre ele a patena, as âmbulas, ou cibórios, e o cálice com vinho e água.

Ele dá graças ao Pai pelos dons frutos da bondade da graça de Deus e do nosso trabalho. Este momento se encerra com a oração sobre as oferendas. Após isso inicia-se a oração eucarística.

Partes da Missa


O RITO INICIAL:

Como vimos, o rito inicial é um conjunto, tem por finalidade introduzir-nos a liturgia da palavra.

O rito inicial contém em seu principio o sinal trinitário, que é algo muito profundo, em verdade é uma grande proclamação de fé. Nós cristãos com este sinal dizemos que cremos num Deus, uno e trino, que é Pai, Filho e Espírito Santo.

O presidente em seguida faz uma declaração, ele diz que nos reunimos na graça do Filho, no amor do Pai, e na união do Espírito Santo, que nos foi enviado, pelo Pai e pelo Filho, como prometido aos discípulos, após a ressurreição.

Em seguida o sacerdote convida a assembléia ao ato penitencial, neste momento pedimos perdão a Deus, que é amor e misericórdia. O missal apresenta-nos várias fórmulas para a realização deste rito, pode ser a confissão pública, confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós.... Pode ser através do Kyrie eléison, da tradição grega, que nos foi traduzido por Senhor, tende piedade de nós, ou de vários modos, mas sempre com o mesmo sentido, a assembléia que reconhece ser pecadora, e que se coloca diante do amor e da misericórdia de Deus.

No fim do ato penitencial, o sacerdote pede ao Pai: “Deus todo poderoso e rico em misericórdia tenha compaixão de vós perdoe os vossos pecados e vos conduza a vida eterna”.

A seguir é feito o Glória, um hino de louvor da humanidade a Deus, não é um canto trinitário, como muitos pensam, ou dizem é um louvor ao Filho, é uma leitura da ação trinitária, mas sempre em relação ao Filho .

Na primeira parte entoamos o hino dos anjos aos pastores no nascimento de Jesus: “glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados”. Na segunda parte, porém, cantamos a grandeza de Deus, assim, nesta fórmula faz-se uma leitura do mistério da redenção. O canto encerra-se com um louvor trinitário, “com o Espírito Santo, na gloria de Deus Pai. Amém.”

Esta introdução termina com a oração chamada coleta, onde o sacerdote eleva a Deus as intenções de toda a comunidade.

1.3 A Liturgia da Missa


1.2 Mas enfim, como é dividida a Missa?


A resposta é muito simples, a missa é dividida em duas partes, que são respectivamente os:

1- Ritos Iniciais:

Canto de entrada, saudação inicial, ato penitencial, glória (aos domingos) e a oração da coleta.

Liturgia da Palavra:

1 leitura, salmo, 2 leitura (aos domingos), evangelho, homilia, credo e prece dos fieis.

2- Liturgia Eucarística:

Ofertório, oração sobre as ofertas, oração eucarística e oração depois da comunhão

Ritos finais:

Benção Final.


No entanto, não basta-nos conhecer apenas a estrutura fixa da missa, mas também procuraremos analisar, ou seja, decompor em partes, os ritos e as liturgias, que compõe a missa. Vamos procurar conhecer os detalhes e a mística que se esconde atrás deste mistério fantástico, que é a liturgia da missa.

A Beleza da Liturgia da Missa


A liturgia em seu conjunto manifesta a beleza do sagrado, porém durante a solene celebração da eucaristia, muitos não conseguem perceber, ou sentir isto, pois ainda muitos não conseguiram descobrir o valor da celebração eucarística, o valor da missa, seja pela falta de conhecimento, ou de formação dos participantes, ou até mesmo por parte daqueles que organizam a missa.

O papa João Paulo II exortava-nos sempre sobre a importância de se descobrir a beleza da liturgia, e nela, a beleza do sagrado, que se manifesta durante a celebração da eucaristia. Com isso, o papa queria que cada vez mais buscássemos a essencialidade da liturgia, aquilo de mais importante, para que na simplicidade das palavras e dos gestos, fosse possível enxergar a beleza do divino, que se manifesta na liturgia através da simplicidade.

A liturgia da missa não é um programa de auditório, como o Faustão, ou o Gugu, onde se vê o apresentador falar, onde este chama alguns para cantar, e nós assistimos sem participação alguma. A liturgia da missa é uma celebração comunitária, onde todos nós celebramos, onde todos nós participamos ativamente, em clima de entusiasmo, em clima de festa. Em uma festa, cantamos, nos alegramos e ceiamos, e assim, do mesmo modo deve ser a missa, pois a missa é o banquete do cordeiro, é a festa de Jesus.

A missa é uma grande ação de graças é um agradecimento a Deus por tudo o que ele nos dá. E Deus em retorno, se imola novamente, se entregando totalmente por amor e no amor por nós. Deste modo, a missa é a experiência do sagrado manifestado no coração do homem, pela palavra e pela eucaristia. Por isso, viver a missa é degustar profundamente a beleza do amor de Deus.

Quando se vai construir uma casa nós não iniciamos na pintura, que realmente é o que dá a beleza da casa, mas iniciamos do alicerce por isso no estudo da liturgia da missa iremos com calma, e iniciaremos do essencial, que é a estrutura da missa.

A missa: Ceia do Senhor


A celebração da missa acontece desde os primórdios de nossa fé católica cristã. As comunidades cristãs primitivas se reuniam para celebrar a Eucaristia, ou a Fração do pão, nas catacumbas e nas casas, mesmo diante da perseguição dos romanos.

Mas porque celebramos a missa? É a pergunta que pode vir ao nosso coração em muitos instantes da vida, mas a resposta é muito simples:

“Na ultima ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu corpo e seu sangue. Por ele perpetua pelos séculos, até que volte o sacrifício da cruz, confiando assim a Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que Cristo nos é comunicado em alimento, o espírito é repleto de graça e nos é dado o penhor da futura glória (SC 47).” (Missal Cotidiano. P. 497).

Ou seja, a missa é uma extensão da única ceia, a ceia de Jesus, ele disse: “Fazei isto em memória de mim”, e memória, para os judeus é tornar presente, e a eucaristia, ou a missa é justamente isso, é fazer a paixão, morte e ressurreição de Jesus atual.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Descobrindo a fonte da Espiritualidade dos coroinhas








1.1 OS PATRONOS DOS COROINHAS:

Tarcisio viveu no tempo do papa Santo Estevão. Naquele tempo o Imperador Romano Valeriano, havia proibido a profissão da fé cristã. Os cristãos viviam escondidos e, quando descobertos eram presos e condenados a morte, por meio de torturas horríveis.

Como era de costume um grupo de cristãos havia sido preso, por professarem a sua fé e estavam no cárcere Mamertino, estes iriam ser mortos e desejavam ardentemente receber a comunhão, mas quem levaria a comunhão a estes irmãos?

Tarcisio, um jovem coroinha se oferece, calcula que não desconfiariam dele por ser apenas um menino. Fora pelas mãos do papa Estevão que Tarcisio recebeu a Eucaristia, sem demora foi em direção a prisão.

No meio do caminho, no entanto, foi detido por um grupo de meninos pagãos, queriam saber a todo custo o que Tarcisio carregava. Tarcisio, no entanto silenciava-se e nada respondia. Começaram a lhe agredir de modo que viesse a abrir as mãos, mas tudo era em vão, Tarcisio não abria as mãos. Então a paulada e pedras, agrediram a Tarcisio.

Um soldado cristão, passando por ali recolheu o pobre menino que estava quase morto, levou-o ao papa, que mandou que o sepultasse na catacumba de São Calixto, que é um lugar subterrâneo onde os cristãos se reuniam para celebrar a eucaristia.

Tarcísio faleceu aos 12 anos, com uma coragem e um testemunho de vida para todos nós. São Tarcisio é tido como padroeiro dos coroinhas adjunto a São Domingos Sávio.

Domingos nasceu perto de Turim, Itália, aos dois de abril de mil oitocentos e quarenta e dois. Domingos tinha um ardente desejo ao sacerdócio, ao terminar a quarta serie foi para o Oratório de Dom Bosco, para terminar os seus estudos.

Desde os seis anos ajudava como coroinha na Igreja de sua aldeia natal. Tinha um grande amor pela Eucaristia, e uma grande devoção pela virgem Santíssima.

Nas vésperas de sua primeira Eucaristia ele fez quatro grandes propósitos: 1- “Confessar-me-ei com freqüência, e comungarei todas as vezes que o confessor me der licença; 2- Guardarei domingos e festas; 3- Os meus grandes amigos serão Jesus e Maria; 4- Morrer antes que pecar!”.

Domingos irradiava alegria por onde passava, era um ardoroso apostolo entre os seus colegas, levando todos os que o conheciam a serem bons e praticarem as coisas bonitas que aprendeu da vida de Dom Bosco.

Para Domingos, ser santo era um ideal; marcado principalmente pelo seu lema de vida: “Morrer, antes que pecar!”. E conseguiu a honra dos altares seguindo os conselhos de seu padroeiro espiritual, Dom Bosco.

Com quase 15 anos adoeceu gravemente dos pulmões, vindo a falecer no dia 9 de março de 1856. Sua festa é celebrada no dia 5 de março, e ao lado de Tarcisio é o padroeiro dos coroinhas.

O coroinha Adílio é brasileiro natural de Dona Francisca – RS. Em 1912 sua família transferiu-se para Nonoai., onde passaram a ser grandes colaboradores do Padre Manuel. Adílio era Coroinha e o auxiliava nos serviços do altar e da paróquia.

Em maio de 1924 o jovem Adílio estava acompanhando Padre Manuel num trabalho pastoral a serviço da paróquia de Palmeira das Missões, a caminho do município de Três Passos, no caminho ambos foram surpreendidos por inimigos do clero e da Igreja, levaram-nos ao mato e amarraram-nos em árvores, depois os dois, o padre Manuel e seu coroinha Adílio, foram fuzilados. Era o dia 21 de maio de 1924.

O corpo do padre Manuel encontra-se em Nonoai e o de Adílio em Três Passos, ambos no Rio Grande do Sul. Os dois foram beatificados no dia 21 de outubro de 2007, às 16h00min em Frederico Westphalen - RS.